E quando o medo de sofrer nos afasta de viver?
- Marcus Paulo Simionato Pasquinelli
- 29 de jul.
- 2 min de leitura
Tive um atendimento essa semana em que a pessoa me disse que queria ter uma relação profunda com a parceira, mas que não conseguia mais estar aberta emocionalmente e vulnerável para ela, por conta da história e dos problemas que tiveram.
Fiquei pensando em como têm aparecido pessoas que desejam vínculos profundos e fortes, mas não querem se expor ou estar vulneráveis frente ao outro. E não tem como isso acontecer.
Para uma relação ser profunda, é preciso vulnerabilidade. É preciso estar aberto ao sofrimento e à possibilidade de o outro te machucar. Senão, barreiras vão sendo construídas entre você e as pessoas, o que não permite que você tenha justamente aquilo que busca.
Evitar um sofrimento só vai criar novos sofrimentos. Há um medo tão grande de sofrer, mas parece que não há a percepção do quanto se pode ganhar ao ficar vulnerável dentro de uma relação. A confiança é um dos pontos principais de uma relação profunda — e, quando você confia, você está vulnerável.
No fim das contas, a gente cria tantos medos baseados em algumas experiências de sofrimento que temos e acaba generalizando para todas as outras. Se a gente sofreu em uma relação, acha que todas as relações vão fazer a gente sofrer. Esse é um pensamento muito extremo e que não condiz com a realidade.
Pode ser que você sofra e pode ser que não. E pode ser que você sofra, mas, ao mesmo tempo, você ame e viva coisas incríveis. No fim, são essas experiências que vão ser lembradas: o quanto uma relação foi profunda e importante.
Se você tem esse medo, tome cuidado para não se proteger tanto a ponto de ninguém mais te alcançar.



Comentários