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Identidade também muda

Foto do escritor: Marcus Paulo Simionato Pasquinelli
Marcus Paulo Simionato Pasquinelli
19 de ago.
1 min de leitura

Eu estava pensando em como a gente se apega à nossa identidade.


A nossa identidade é sempre construída na nossa relação com o mundo e com as pessoas. Se a gente parar para pensar, quando bebês, a nossa identidade é aquilo que nossos pais desejavam que nós fôssemos. Conforme vamos crescendo, vamos construindo uma identidade própria e autêntica.


Mas ela está sempre mudando, porque estamos sempre vivenciando coisas novas, e a vida está sempre apresentando situações para que as pessoas mudem e façam escolhas — essas escolhas vão mudando quem nós somos.


Então, vejo que perder a identidade não seria possível, porque não temos uma identidade fixa. É claro que existem algumas características nossas que podem passar pelo tempo e nos fazer considerar quem somos. Mas, no fundo, estamos sempre mudando: nossos gostos estão mudando, nossas atitudes estão mudando.


Às vezes, o medo dessa perda de identidade é apenas um medo de se responsabilizar, de encarar a vida, de encarar que você é responsável e tem escolhas. Por menor que seja, você tem o poder de decidir quem você é. Isso é extremamente importante.


Portanto, não fique com medo de perder a sua identidade se você perceber que algo está mudando, ou se sentir que a vida está te impelindo por um caminho que você não sabe como vai ser.


Pode ser que esse caminho seja aquele que vai transformar você naquilo que você deseja.

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