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Onde está o sentido?

  • Foto do escritor: Marcus Paulo Simionato Pasquinelli
    Marcus Paulo Simionato Pasquinelli
  • 5 de ago.
  • 2 min de leitura

Eu estava refletindo esta semana em como, às vezes, nós buscamos o sentido da nossa vida como se fosse uma coisa que iria contemplar tudo e, no momento em que a gente o encontrasse, nós estaríamos felizes, satisfeitos e num estado de bem-estar pleno.


Depois de começar a estudar Logoterapia, eu aprendi uma nova forma de ver o sentido: não como uma coisa maior que vai me fazer feliz, mas sim no dia a dia, na minha relação com o mundo e na minha relação com as pessoas.


Hoje eu entendo que o sentido pode estar naquilo que a gente oferece para o mundo, naquilo que a gente contempla e também, como diz Frankl, na forma como enfrentamos um sofrimento que não pode ser evitado.


Mas o que será que isso quer dizer?


Eu acho que isso quer dizer que, todos os dias, a partir do momento em que a gente acorda, existe uma possibilidade infinita de situações que a gente pode viver. E a gente não percebe que os sentidos estão nessas situações.


Algumas vezes a gente vai realizar e responder a essas situações. E acho que, sem perceber, acabamos respondendo a muitos desses sentidos sem ver o valor que eles têm, porque ficamos presos a uma rotina muito exaustiva ou a um modo de viver e ver o mundo muito estreito e específico. Isso faz com que a nossa capacidade de ver e de sentir diminua.


Eu posso dizer por experiência que vivi anos com uma capacidade limitada de ver a vida, muito focado no meu sofrimento — mas não em compreender, aceitar e caminhar com ele, e sim em romantizá-lo.


O que eu acho muito bonito da Logoterapia é que ela não promete que você vai deixar de sofrer. Ela mostra que o sofrimento, quando não pode ser evitado, pode ganhar um sentido.


Você não vai deixar de ter dores, culpa ou perdas na sua vida, mas pode aprender a caminhar com essas coisas e olhar além delas. Porque nós somos seres únicos, os nossos sofrimentos são únicos e os nossos sentidos também.


Então, quem sabe você não possa fazer esse exercício de olhar para a vida, para a sua vida como ela é, e tentar perceber: onde eu me sinto atraído? Para qual tarefa eu me sinto atraído? Qual resposta a vida está me pedindo neste momento?

Talvez seja exatamente aí que esteja o sentido.

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