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O Seu Passado Não É uma Pena de Morte

Foto do escritor: Marcus Paulo Simionato Pasquinelli
Marcus Paulo Simionato Pasquinelli
16 de set.
1 min de leitura

Tenho pensado nas últimas semanas em como a gente pode viver se sentindo determinado pelo nosso passado, como se as escolhas que nós fizemos e as consequências delas fossem perpétuas, como se elas nos definissem para sempre. Mas, pensando no agora, nós sempre temos a oportunidade de fazer diferente, porque estamos fazendo escolhas todos os dias.


As escolhas que eu fiz antes tiveram consequências, mas eu estou vivendo agora. E pode ser que, agora, as escolhas que eu fiz antes não tenham mais influência; elas já ficaram no passado. Mas, ainda assim, nós escolhemos, consciente ou inconscientemente, acreditar muitas vezes que não há o que ser feito, porque o preço da mudança pode ser muito maior do que o conforto de permanecer a mesma coisa.


Quando achamos que não podemos mudar, nós aceitamos o que já conhecemos, mesmo que seja ruim. Mesmo que, na vida que a gente tem hoje, a gente não se reconheça nela, nós aceitamos, porque o peso de dar um passo rumo ao desconhecido e aceitar que fizemos escolhas que tiveram consequências — mas que a minha vida não acabou com essas consequências — é grande.


Ela continua exigindo de mim escolhas e atitudes.


Então, por mais que a mudança possa ser difícil, usar o passado como desculpa vai te confortar até certo ponto. Mas pode ser que o preço disso seja muito mais alto do que o preço da mudança.

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