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Você é racional ou apenas tem medo?

  • Foto do escritor: Marcus Paulo Simionato Pasquinelli
    Marcus Paulo Simionato Pasquinelli
  • 22 de jun.
  • 1 min de leitura

Uma das coisas que percebo nos atendimentos é que pessoas muito reflexivas, existenciais e intelectualmente profundas tendem a intelectualizar suas relações.


Elas tentam se proteger do sofrimento racionalizando emoções, analisando tudo o que sentem e buscando explicações para cada experiência. Mas, muitas vezes, essa tentativa de proteção as afasta justamente daquilo que mais desejam: compreensão, respeito, empatia e amor.


Podemos fazer isso por diversos motivos. Medo de sofrer novamente, medo de sermos abandonados, medo de nos decepcionarmos. Mas o resultado costuma ser o mesmo: para evitar a dor da vulnerabilidade, acabamos afastando as pessoas.


A intimidade exige vulnerabilidade. Exige que estejamos dispostos a correr o risco de sofrer, de nos frustrar e de nos decepcionar. Mas exige também que estejamos abertos à possibilidade de amar e ser amados.


Isso requer uma atitude de acolhimento em relação à nossa história, mas também de responsabilidade diante do futuro que ainda podemos construir.


Você pode não ter escolhido os traumas que viveu quando se permitiu ser vulnerável. Mas pode escolher sua atitude diante deles hoje.


E, quando decide enfrentar seus medos em vez de ser governado por eles, torna-se possível construir as relações que procura. Não relações sem sofrimento, porque elas não existem. Mas relações vividas com mais autenticidade, coragem e propósito.



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